shingetsu 新月

quarta-feira, 19 de abril de 2017

como eu passei a páscoa + escola + objetivos, objetivos, objetivos


   Olá!
Ok, dessa vez eu não vou falar sobre o fato de eu nunca postar, e também não vou ficar inventando desculpas esfarrapadas tentando justificar minha ausência. 
A verdade é que eu não estava com vontade de postar, eu não tinha o quê postar, e, sei lá, eu simplesmente não via necessidade nisso.
Pois é, parece que agora eu vejo.

Caramba, eu estava passando muito mal desde alguns dias atrás.
Acho que foi por causa da sopa que eu tomei quando fui passar a páscoa na casa do meu pai. Digamos que eu cheguei do shopping faminta e minha madrasta resolveu fazer uma sopa de legumes com macarrão para nós tomarmos naquela noite meio fria. 
Como boa parte das pessoas faz, ela achou que não haveria problema em usar uma massa de tomate com “um pouquinho só” de mofo, afinal, “era só por cima”
Então, gente, sério, não usem coisas que estejam “com um pouquinho de mofo”; elas vão te fazer mal do mesmo jeito!
É claro que eu não comentei nada quando me  perguntaram o que eu havia comido para passar mal daquele jeito, afinal, ela havia preparado aquilo na maior boa vontade.
Mas enfim, como eu iria voltar de ônibus para casa no domingo (que foi o dia no qual eu simplesmente acordei e vomitei o colchão todinho) meu pai – e eu- achamos melhor que eu fosse no dia seguinte, já que não seria nada bom para mim fazer uma viagem de quase três horas naquele estado.

O domingo passou rápido. 
Nós fomos para o clube de manhã –o que não me agradou muito porque eu estava me sentindo muito mal- e havia um evento de páscoa ocorrendo lá (havia uma mesa linda e enooorme cheia de guloseimas das quais eu não pude aproveitar nadinha )
Quando eu achei que estava melhor, meu pai havia pedido um prato infantil para mim e um para a filha da minha madrasta -ele, minha madrasta e minhas outras duas irmãs presentes iriam comer moqueca- e como sempre, pedi para trocarem a carne por salada (sou vegetariana) e as batatas fritas por purê de batatas (como estava mal, achei melhor não comer fritura). Mas eis que não chego nem na metade do prato e me sinto muito cheia, e novamente, nauseada.

Você deve estar pensando que eu sou muito fresca que eu sei.
Mas, sério, eu tava muito mal.

Ok, eu disse que não estava me sentindo bem, deixei o prato de lado, e, depois de um tempo, fui me deitar em uns estofados do outro lado do restaurante.
Fiquei lá por um bom tempo, e então fui até a mesa onde estávamos. 
Aparentemente, ninguém sabia onde eu estava. 
Meu pai perguntou se eu estava bem, eu respondi que estava mais ou menos, e então ele foi comigo até a pequena praia perto do cais, onde minhas irmãs estavam catando conchas (foi uma péssima ideia ter me levado lá).
Eu já estava extremamente tonta, imagine só como fiquei com todos aqueles barcos e boias balançando ao meu redor. 
Além disso, era inevitável reparar no vai e vem das ondas, pois logo que cheguei minhas irmãs saíram da prainha e foram para uma espécie de deque, onde havia algumas mesas, bancos e cadeiras. 

Ah, o clube, apesar do evento, estava praticamente vazio no dia (o que eu agradeço muito).

Enfim, eu resolvi me deitar no banco para evitar ficar olhando as ondas.
Depois de um tempo, as meninas perceberam que eu realmente estava mal, e resolveram me levar até meu pai, para me levar para casa (eu juro que não queria estragar a diversão de todo mundo querendo que eles fossem pra casa, o clube é perto do local onde ele mora, e nós sempre pegamos a chave e vamos sozinhas quando nos convém).

Sabe, durante todo esse tempo, acho que pensaram que eu estava fazendo drama ou tentando chamar a atenção, e isso me fez sentir bem mal. Acho que isso contribuiu para me fazer sentir o que estou sentindo agora. Mas eis que nem dez passos depois eu não aguento e saio correndo para tentar vomitar no mar. Não deu tempo. Eu me joguei no chão, apoiando-me sobre as mãos, e vomitei bastante no chão, bem em frente à lojinha que o pessoal costuma ir para comprar guloseimas antes de ir andar de barco etc. Por sorte, eu tenho o cabelo curto, então não me sujei nem um pouco.  
Minhas irmãs ficaram sem saber o que fazer, enquanto eu praticamente botava minhas tripas pra fora desesperadamente. Então o moço que estava na lojinha, assim que me viu, saiu correndo para me ajudar. 
Ele pôs as mãos nas minhas costas e disse que estava tudo bem, para eu botar tudo para fora que depois eu iria me sentir melhor. Ele realmente me ajudou, eu fiquei muito mais tranquila, apesar de ter começado a chorar.
Acho que no final eu sou sim um bebezão que quer a atenção dos outros skdjskdk.

Mas enfim, ele me deu um pouco de água, me ajudou a lavar as mãos, e então chamou meu pai que estava lá na garagem onde ficam os barcos.
No fim, fomos todos para casa, minha madrasta disse que ia me arranjar um atestado, e eu passei o resto do dia dormindo.

Eu perdi duas provas na segunda feira, e também faltei na terça pois estava com vontade de dormir para sempre, mas por sorte minha mãe acreditou que eu ainda estava passando mal.

Hoje entreguei meu atestado lá na CAE (não sei o que significa essa sigla, mas é aquele típico lugar da escola onde você vai para resolver praticamente tudo), e devo passar lá na segunda feira para conferir se o processo foi aprovado pelo pedagógico e se eu vou poder fazer as provas.
Resumindo, se o pessoal do pedagógico não for bonzinho comigo, eu vou estar bem ferrada.

Eu acho que eu preciso acordar pra vida, sabe. Eu estou estudando num instituto federal, e por mais que isso possa significar bosta nenhuma para muita gente, eu estou ocupando a carteira de muita gente que queria, e poderia, estar lá; incluindo muitos amigos meus. 
O ensino lá é bem mais puxado do que na maioria das escolas que eu estudei, e eu estou indo beeem mais ou menos.
Resultado de imagem para anime studying gifApesar de ser considerado bem “normal” no ensino médio, eu não queria ser aquele tipo de pessoa que simplesmente não se esforça para nada, que sempre deixa os estudos em segundo plano. Eu fico me sentindo mal, porque mesmo que eu saiba que as notas não são a coisa mais importante, eu também sei que eu vou precisar delas e desse conhecimento para coisas que são do meu interesse, e que por essa preguiça eu posso estar perdendo muitas oportunidades incríveis que poderiam ter aparecido, ou que irão aparecer. E eu sei que eu tenho capacidade.

Então eu decidi me esforçar. Tanto por mim, quanto por esses meus amigos que queriam tanto estar no meu lugar. Tanto pelo meu presente, pois esse stress e ansiedade não me faz nada bem, quanto pelo meu futuro, que é totalmente incerto e eu realmente não faço ideia do que fazer.

Ah, eu vou começar a estudar japonês também! Sozinha, com alguns materiais que achei na internet e que me parecem ser bons, e pretendo fazer uma espécie de diário para compartilhar minha experiência com vocês.
Enfim, eu estou com vontade de ir no banheiro, e minhas mãos estão doendo de tanto escrever sdjskdkj.

Então, esse post fica por aqui